Tipologia
 

Beth Macedo Dias

Situação típica

CENÁRIO - restaurante badalado, em alguma capital brasileira.

PERSONAGENS
  • Elizabeth Macedo Dias – prefere ser chamada de Beth -, 38 anos, promotora de eventos, casada, dois filhos adolescentes.
  • Rodrigo Alves Dias, 40 anos, executivo de multinacional.
  • Ambos vestidos na última moda, com roupas e acessórios de grife.

    Rodrigo pede champagne. Beth faz cara de interrogação. Ele explica:
    “Finalmente saiu aquela promoção! Agora, você vai poder parar de trabalhar, né? Se já nem precisava! A mulher do Artur, também, quando ele foi promovido parou de trabalhar fora. Vai ser legal, aborrescentes precisam de um acompanhamento mais próximo. E você sempre se queixa de que não tem tempo pra se cuidar.”
    Beth sorri, feliz da vida!






















  • Beth é a PROFISSIONAL POR CONTINGÊNCIA. Neste caso, social. Desde os tempos de ensino médio sentiu-se pressionada a escolher e seguir uma carreira. Ser uma mulher independente era um valor inquestionável em seu grupo de referência. Escolheu um curso superior “fácil de entrar” e, logo que terminou, conseguiu emprego. Logo depois se casou e continuou trabalhando. Não porque seu marido não pudesse sustentar a casa, mas porque a pressão continuava - e, com ambos trabalhando, seria mais fácil ascender socialmente. No entanto, a “jornada dupla” sempre foi um peso, mesmo conseguindo dar conta de tudo – casa/família e trabalho. Vivia ansiando pelo momento em que, de um lado, já tivesse provado que podia ser uma “profissional” e, de outro, que seu marido atingisse um nível na carreira que lhe permitisse parar de trabalhar. Tudo o que queria na vida, na verdade, era ser esposa e mãe. Mas tipo Malu e não Maria de Lourdes!

    A profissional por contingência social está em todos os segmentos de idade e, em geral, pertence à grande classe média. As diferenças, em função do estrato, referem-se aos sonhos ou desejos de consumo que são tanto mais altos e sofisticados quanto mais alto for o segmento de classe média a que pertence.

    Uma frase característica:
    “Detesto comprar coisas prá casa. Gosto mais é de comprar roupas prá mim. Mas não pra trabalhar! Prá sair, prá viajar, prá fazer um número pro meu marido”