Tipologia
 

Beth Silva

Situação típica

CENÁRIO – sala de casa simples na periferia de uma região metropolitana.

PERSONAGENS
  • Elizabeth Dias – prefere ser chamada de Beth -, 38 anos, copeira em empresa de pequeno porte, casada, três filhos: dois adolescentes e uma criança.
  • Edvaldo Santos Dias, 40 anos, serviços gerais em empresa de médio porte.

    CENA
    Edvaldo chega em casa e encontra Beth arriada na poltrona. Ele larga o serviço mais tarde do que ela e chega em casa pouco depois dela. Deu sorte e só toma duas condições. Ela toma três! Edvaldo está que é todo sorrisos e Beth o olha com aquela cara de “come merda... do que ele ri?”

    Edvaldo explica:
    “Beth, ce não vai acreditar! Virei encarregado da manutenção! E o salário é bem melhor. Agora, você vai poder parar de trabalhar, né? Não agüentava mais te ver sofrendo tanto! Os filhos, a casa, roupas de todos, preparar nossas marmitas todo santo dia, lanche deles, deixá-los na escola, ouvir sua mãe reclamando porque tem que buscar o menor, fim de semana fazendo faxina em casa... A loucura acabou.”
    Beth sorri, feliz da vida!





























  • Beth é a PROFISSIONAL POR CONTINGÊNCIA. Mas, neste caso, econômica. Ainda adolescente teve que começar a trabalhar para ajudar nas despesas da família. Por isso, só conseguiu estudar até a 4a. série. Casou cedo e nem sonhar em parar de trabalhar. Só durante as licenças maternidade. Nos empregos por que passou, ouvia as mulheres falando em mulher independente, que ganha seu próprio dinheiro e trabalha mesmo que o marido possa sustentar a família. Ela até entendia, mas não desejava isso não! Gostaria mesmo é de poder ficar em casa, dar mais atenção aos filhos e ao marido. Gostaria de poder se cuidar mais para agradá-lo. Trabalhar fora e ainda ter que cuidar de tudo em casa sempre foi um peso. Vivia cansada, muito cansada, e ansiando pelo momento em que seu marido ganhasse o suficiente para que ela parasse de trabalhar. Tudo o que queria na vida, na verdade, era ser esposa e mãe. Um misto de Malu e Maria de Lourdes.

    A profissional por contingência econômica pode ter qualquer idade e pertence à classe média baixa ou ao estrato superior da classe baixa.

    Uma frase característica:

    “Quando sobra algum, o que é difícil, gosto de comprar coisas pros filhos. Depois prá mim e pro meu marido. Mas também gosto de comprar coisas prá casa.”