Tipologia de Jovem

1. Uma segmentação do público jovem
“José ainda mora aqui”


Baseada em pesquisa qualitativa – entrevistas em profundidade e discussões em grupo, modelo Over Reason – realizada em estudo de avaliação de ações de Capacitação Profissional para jovens de 16 a 21 anos, nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Público entrevistado: jovens egressos dos cursos, seus familiares, seus empregadores e executores do programa.

GRUPO 1: “Descobri minha vocação”
São jovens que estão atuando em ocupações na mesma área do curso que realizaram. Percebem possibilidades de permanecer na atividade, mas anseiam retomar ou continuar os estudos, ingressando em cursos de nível superior, na mesma atividade. Valorizam conteúdos e a manutenção dos contatos propiciados pelo curso - com instrutores, sobretudo - são importantes para se sentirem atualizados.
Jovens deste segmento demonstram muita satisfação com o curso que fizeram. Seus “sonhos profissionais” podem não se concretizar por questões conjunturais tais como: deficiência escolar, cursos caros, poucas vagas, distância... e não por desinteresse pessoal. Estão altamente motivados para atingir os objetivos que se propuseram.

GRUPO 2: “Aprendi uma profissão”
Representado também por jovens que desempenham ocupação na mesma área do curso realizado. Mas pretendem continuar nesta profissão. Gostariam de fazer outros cursos especializados, pensando em promoção. Suas ambições profissionais são “ganhar um pouco mais” e/ou fazer sucesso onde estão. Como no Grupo 1, as equipes da capacitação são facilitadores para encontrar ou trocar de emprego. Precisam de quem lhes dê orientação e segurança. Em outras palavras, procuram contatos que lhes permitam ascensão na profissão que escolheram. Estão satisfeitos com o que fazem e se auto-avaliam profissionalmente de uma forma melhor que seus próprios superiores.

GRUPO 3: “Arrumei emprego, mas pretendo...”
Este grupo é composto por jovens que trabalham em ocupações relacionadas ao curso Todos, entretanto, buscam outra alternativa profissional, em ocupações de nível médio – enfermagem p.ex. - ou pensam em “um dia conseguir fazer uma faculdade.”
O curso foi importante para eles, porque viabilizou o 1º emprego. Isto já lhes dá segurança para procurar a profissão que ainda não sabem qual é. Estão sempre procurando novos cursos e valorizam tudo que possa ser traduzido como novo. Estão na fase da experimentação. São imaturos, embora sejam respeitados por seus familiares. Afinal, estão empregados. E reconhecem que, após o curso, estão mais preparados para procurar uma colocação. Ou seja, o curso surgiu como alternativa para buscar um meio de sobrevivência. Satisfeitos ou não, reconhecem o fato de que estar empregados já é uma “conquista”.

GRUPO 4: “Aprendi a ser profissional”
Neste grupo, estão jovens ocupados em áreas diferentes do curso freqüentado. Não se definiram profissionalmente, mas consideram que, do ponto de vista pessoal, estão preparados para enfrentar o mercado de trabalho. O curso foi importante do ponto de vista pessoal. Aprenderam a conviver no mundo do trabalho, sobretudo pelas dinâmicas que integram o seu modelo pedagógico..


No plano pessoal, jovens de todos os grupos admitem que o curso foi importante. Melhorou as relações na família e em outros grupos sociais – escola, amigos... Tornaram-se mais comunicativos, mais tolerantes e, portanto, mais respeitados no trabalho, na escola e na família.

Breve história de vida de representantes dos grupos: